Lycra pede recuperação judicial nos EUA para reestruturar dívida bilionária

A The Lycra Company, fabricante de fibras elásticas e do spandex conhecido comercialmente como Lycra, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos em 17 de março de 2026, sob uma dívida de US$ 1,2 bilhão. Segundo o processo, os credores concordaram em aportar US$ 75 milhões em novos financiamentos e em eliminar a maior parte de US$ 1,53 bilhão em dívidas já existentes. A empresa afirmou que a reestruturação não deverá afetar suas operações, clientes, fornecedores ou funcionários, e indicou expectativa de concluir o procedimento em até 45 dias.

O contexto da medida é de deterioração financeira prolongada. Sediada em Wilmington, Delaware, a companhia vinha enfrentando dificuldades há anos, especialmente após sua aquisição, em 2019, pela chinesa Ruyi Textile e pela Fashion International Group Limited. Os credores assumiram o controle em 2022, depois do inadimplemento das obrigações financeiras, mas a empresa continuou pressionada por fatores como queda de demanda, concorrência de produtos genéricos mais baratos, tarifas nos Estados Unidos e disputas judiciais com antigos controladores na China.

O mecanismo adotado é o pedido de recuperação judicial no sistema norte-americano, instrumento voltado à reorganização da estrutura de capital e à negociação com credores sob supervisão judicial. Na prática, a medida busca viabilizar a continuidade da atividade empresarial enquanto se formaliza um plano para alongamento, redução ou eliminação de passivos. O apoio quase unânime dos credores, mencionado pela empresa, é relevante porque aumenta a viabilidade do procedimento e reduz a probabilidade de litígios prolongados durante a reestruturação.

As implicações são, em princípio, a preservação da operação global da companhia e a tentativa de evitar uma desorganização mais profunda da cadeia produtiva. A manutenção das fábricas, laboratórios e escritórios em diferentes regiões indica preocupação em preservar valor econômico e reputacional. Para o mercado, o caso reforça a fragilidade de empresas industriais com alta alavancagem e expostas a choques de demanda e competição internacional, além de sinalizar possível reconfiguração societária e financeira da marca no médio prazo.

Fonte: g1.globo.com Data de acesso: 25 de março de 2026.

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