
O impacto das apostas online já ultrapassa a vida financeira dos apostadores e começa a aparecer também dentro das empresas. Companhias relatam aumento de faltas, pedidos de adiantamento de salário, endividamento, desatenção e casos de funcionários que passam parte do expediente realizando apostas pelo celular.
O cenário acompanha o crescimento dos afastamentos relacionados ao transtorno do jogo, também conhecido como ludopatia. Em 2025, os afastamentos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) relacionados ao transtorno cresceram quase 60%, embora o número total ainda tenha sido inferior a 700 casos registrados no ano.
Para as empresas, os efeitos podem aparecer de diferentes formas. Além das faltas e dos pedidos de antecipação salarial, o endividamento e a perda de concentração podem afetar a rotina e a produtividade dos funcionários.
Diante desse cenário, algumas companhias passaram a desenvolver ações específicas para lidar com o problema. Ypê, Gerdau e Whirlpool, por exemplo, criaram campanhas de conscientização e programas de acolhimento voltados aos funcionários.
Entidades ligadas à área de Recursos Humanos também orientam as empresas a tratar o vício em apostas como uma questão relacionada à saúde mental, incentivando a busca por tratamento em vez da adoção imediata de medidas punitivas.
A mudança de abordagem reconhece que o problema pode ultrapassar a esfera individual e produzir consequências no ambiente profissional. Para as empresas, compreender esses impactos passa a ser importante não apenas para preservar a produtividade, mas também para oferecer caminhos de acolhimento aos funcionários afetados.
As apostas online já estão impactando o ambiente de trabalho. Sua empresa está preparada para lidar com esse cenário? Entre em contato com conosco para entender os aspectos jurídicos e empresariais envolvidos.
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Fonte: Conteúdo fornecido com base na reportagem Adoecimento por bets afeta empresas com faltas, funcionários endividados e pedidos de adiantamento, da Folha de S.Paulo.